Postado em 29 de outubro de 2023

Good morning, Nerdfighters, it’s Sunday.
É primavera de 2023 e, olhando pro céu, eu poderia dizer que é a primeira vez em muitos meses em que o sol brilha sem nenhum sinal de que nuvens virão pra estancar a luz que finca a pele como flechas. Mas amanhã vai refrescar, e vai chover.
O livro surgiu primeiro como um podcast, mas boa parte dos ensaios do The Anthropocene Reviewed foi escrita num tempo assim, em que estar do lado de fora causava desagrado, e a perspectiva de um tempo agradável não era ainda visível no horizonte. Na época, a falta de irmandade tornava ainda mais distante esse respiro. “Quem tem que se cuidar é quem tem comorbidades”, diziam os críticos às medidas de contenção do vírus, como se houvesse algum mérito em abandonar à própria sorte quem é mais vulnerável.
A espécie humana não se manteve de pé assim. Se o homem hoje tem os olhos nos astros é porque antes alguém cuidou dele. Não existiriam prédios, carros, computadores, livros, receitas, escolas, hospitais, nada se não fosse a colaboração humana. Nada. Uma das coisas mais incríveis que o antropoceno nos traz é isso: a oportunidade de não estarmos sozinhos, porque tudo que a gente toca é fruto de um extenso trabalho de se importar uns com os outros. Se hoje os sorrisos são hoje visíveis nas ruas, é porque, em alguma medida, a humanidade se deu a mão de novo. E é exatamente isso que o John Green faz nesse livro.
Hope is not easy or cheap. It is true. — John Green
Eu dou ao The Anthropocene Reviewed quatro estrelas*. DFTBA**.
* Fui obrigada a deduzir uma estrela porque alguns dos ensaios soam muito mais tocantes na voz do John Green, em vez da voz monótona que a minha mente tem.
** Don’t forget to be awesome.
Categoria: Resenha
Tags: john green
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