Postado em 30 de novembro de 2024
Quando eu era criança, muita coisa parecia de suma importância no mundo: areia movediça, bananas de dinamite, amarelo queimado, bigornas e losangos (que eu, durante muitos anos, erroneamente pensei que fossem “losângulos”).
O mundo era feito dessas coisas. Ou pelo menos é o que parecia, já que elas preenchiam boa parte do que eu pensava.
Até que, um dia, elas não importaram mais. Ou melhor, um dia eu percebi que a vida aconteceu e fazia muito tempo que essas coisas já não importavam mais. E eu sequer notei que elas não estavam mais lá.
É assim com muita coisa. Tem tanta coisa que nos abala que parece que a vida é preenchida só delas, nos consumindo a cada passo. Onde quer que a gente olhe, parece que essas coisas estão nos seguindo como uma sombra, como se fizessem parte de nós. Mas a vida vai continuar acontecendo. Um dia, essas coisas também vão deixar de importar. E talvez a gente nem note.
Categoria: Pessoal
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